A vida e suas urgências

29 abril 2014

Não sei vocês, mas a minha vida sempre foi baseada em "urgências". Urgência em terminar um trabalho para amanhã; urgência em encontrar a roupa perfeita para o meu programa do final de semana; urgência em terminar a pós-graduação; urgência em arrumar o emprego perfeito... urgência, urgência, urgência.

Acho que não teve um momento sequer em que eu não olhasse pra minha vida e estivesse desejando muito alguma coisa. Minha alma anseia sempre pelo novo... Sempre que começo algo, já estou pensando no que fazer depois. Fico pensando em sair de uma zona de conforto, de me desacostumar ao que já é velho e conhecer descobrir aquilo que está somente na minha mente.

É uma relação um pouco confusa, mas, ao mesmo tempo que tenho esse anseio, levo em consideração "oras, mas continuar com coisas antigas não é assim tão ruim, certo?". Certo. Certíssimo. Mas não é isso que eu quero! 

Eu quero poder acordar todo dia e ter um novo plano em mente e me empenhar para que eles se concretizem. Eu quero olhar para trás e ver que todos os alguns planos realmente deram certo e que colhi muitos frutos a partir deles. Quero, principalmente, ter o poder de decisão, sem que alguém me diga o preciso fazer ou não.

Lembro-me que entre meus quinze e dezessete anos perdi inúmeros shows que eu queria ir, ou porque minha mãe não queria ir comigo ou porque ela não deixava eu ir com alguém, ou seja, eu não podia ir e pronto! Coloquei na minha mente que eu realmente precisa me empenhar para resolver essa "urgência" e preciso dizer que já consegui ir nos melhores shows da minha vida :)

Posso citar alguns como Michael Bublé, Yellowcard, 3 doors down, Maroon 5, Bon Jovi, John Mayer, Matchbox 20, Jack Johnson, etc. etc. É claro que ainda existem inúmeros que quero ir (isso inclui os que perdi quando era mais nova), mas minha "urgência" está bem melhor!

Agora, minha atual urgência é: VIAJAR! 

Devido às condições financeiras da minha família nunca viajei para muitos lugares, mas desde que comecei a trabalhar venho me empenhado a conhecer os lugares que sempre quis conhecer. Ainda estou bem longe de conhecer todos os que eu quero, mas vou mostrar pra vocês alguns lugares que incluí no roteiro.

Sonhar não custa, né? :)

Beijos pra vocês!

"Viajar é trocar a alma de roupa" - M. Quintana

Deserto do Atacama - Machu Picchu - Salar de Uyuni

Amsterdam - Dublin - Santorini




Magic Kingdom - Flórida

REamar a si mesmo!

27 novembro 2013

Fiquei pensando sobre o que escrever depois de tanto tempo afastada do blog. Quantas coisas aconteceram nesses quase três anos... Consegui romper todos os "nãos" que por algum motivo me impediam de ser feliz. E hoje estou muito melhor!

Muitas vezes na vida a gente precisa de certos impulsos que devem partir de nós mesmos e não dos outros. "Vai, você consegue!" - para muitos parece fácil dizer. Mas cada um sabe exatamente quais são os limites que nos impedem de avançar. Por mais que nossos problemas pareçam simples aos olhos de outras pessoas, só nós sabemos a angústia que existe dentro da gente. Aquela vontade de gritar, de dizer "NÃO, NÃO QUERO MAIS CONTINUAR VIVENDO ASSIM". 

Relendo o último post que fiz aqui, vi um trecho que falava assim: "Mas a pessoa que eu mais deveria perdoar, eu não perdoei: eu mesma". Hoje, tanto tempo depois, percebo que essa foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado. Consegui me perdoar, dizer adeus a velhos hábitos, a velhas pessoas, a velhos medos. Ser mais segura sobre tudo na minha vida: personalidade, físico, profissão, estudo, amizades, relacionamentos, tudo. 

Porque amar a si próprio deveria ser condição primordial para uma felicidade verdadeira. 

Bom restinho de semana a todos ;)


Rompendo os "nãos"

21 dezembro 2010

Nessa época de Natal e final de ano vemos inúmeras matérias sobre amor, fraternidade, espírito acolhedor, família... E devo dizer que uma coluna me chamou despertou o meu interesse um pouco mais do que o comum. Talvez seja porque não tenho tido os melhores dias; aqueles dias que em que a gente acorda com vigor e que mesmo não compreendendo o porquê de estar nesse mundo, sabe que deve aproveitar cada momento ao máximo. É, decididamente eu não tenho vivido esses dias. Mas aí, como um "soco na cara", se é que vocês me permitem usar tal expressão, eis que me surgem alguns palavras que reunidas conseguiram dar um sentido para algo que eu não vinha enxergando. Não sei o que foi que aconteceu, mas é se como uma neblina tivesse descido e coberto os meus olhos, fazendo com que eu me importasse e desse um valor tão grande a algo que nem era assim tão grandioso.

Temos a mania de estar sempre depositando a nossa felicidade em outras coisas. Só vou ser feliz se arrumar um namorado. Só vou ser feliz se conseguir aquele tão desejado emprego. Só vou ser feliz se fazer aquela viagem que estou querendo há tanto tempo. Oras, quem não quer esses tipos de coisas? Todos queremos. A grande questão é que muitos acabam por depositar toda a sua "razão de existência", todos os acontecimentos em cima disso.

Fui fazer uma avaliação do meu ano de 2010 e por causa de uns acontecimentos paralelos, acabei por julgar esse ano como não sendo tão bom assim - e serei sincera, eu não vejo a hora dele acabar. Mas agora, nesse exato momento em que estou escrevendo esse texto, percebi que não dá pra ser assim. Tantas coisas boas aconteceram e o fato de algo não ter acontecido do jeito que eu planejei não é justicativa para condenar um ano que, sim, foi bom, foi maravilhoso!

Não vou deixar de levar em conta que muitas pessoas me ajudaram a fazer de 2010 um ano bom. Alguns que faziam parte da minha vida hoje já não fazem mais e outros chegaram trazendo muito alegria. Não sei se ano que vem essas pessoas ainda estarão tão presentes assim na minha vida - mas quero muito que estejam. Mas, se não estiverem também não posso permitir que tudo gire em torno delas. Esse ano acabei me magoando muito, justamente por essa questão de ter que depositar a minha felicidade em alguém, pois criei tantas expectativas, muitas não correspondidas. E me vi muitas vezes em situações onde eu tinha que ceder o meu perdão a quem não precisava.

Mas a pessoa que eu mais deveria perdoar eu não perdoei: eu mesma. Me perdoar pelas vezes em que fiquei sozinha no quarto chorando, pelas vezes em que fiquei com raiva, pelas vezes em que me culpei por erros do passado. E agora, eu me perdoo. Por tudo. E sei que não devo depositar a minha felicidade nos outros. Minha felicidade deve começar por mim mesma. Só então poderei me abrir para a felicidade que outros me proporcionam, sem esperar nem mais nem menos e dando felicidade a essas pessoas também.

E eis uma grande coisa que a coluna dizia: "Que possa entender que também não devemos nos abandonar nunca e, que nem precisamos de um eleito – um único amor – para encontrar a felicidade. Podemos amar a muitos e viver o relacionamento com toda nossa energia".

E que, não importa o caminho, que sejamos sempre felizes.
Boas festas!






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